Mindfulness nas Empresas – Comunicação (1/3)

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Como consultora de Mindfulness, ouço regularmente as queixas e as dores das empresas. Entre muitos aspetos em comum, há um que se destaca especialmente: a vontade em melhorar a comunicação inter e intra-equipas. Ao entrar em detalhe sobre esta questão, encontramos duas situações subjacentes: dificuldade em gerir emoções nas relações com os outros e falta de conhecimento sobre o que as equipas estão a fazer no momento.

À luz da perspetiva Mindfulness, a comunicação quer-se consciente, ou seja, que primeiramente a pessoa, como indivíduo tenha uma atitude de desenvolvimento de auto-conhecimento que lhe permita ter uma auto-consciência de si no momento presente. Em que se traduz esta atitude? Este nível de auto-consciência refere-se à consciência emocional no seu dia-a-dia, bem como ao ter presente na sua consciência o momento que vive: entender quais os seus maiores trunfos, as suas maiores fraquezas, em que fase da sua vida se encontra, dos efeitos das suas experiências anteriores, quais as suas metas, quais os seus objetivos, o que o alimenta, o que faz levantar de manhã. Ao encontrar estas respostas, a pessoa reúne as condições para encontrar dentro de si mesmo as suas próprias respostas, de acordo com o seu perfil, a sua personalidade, as suas preferências e com isso fazer uso das ferramentas que têm ao seu dispor. Uma vez encontrando e fazendo uso delas, conseguirá gerir melhor as suas emoções, quer consigo mesmo, nos seus objetivos e atuações mais individuais, quer no relacionamento com os outros. E como que subindo a sua própria escada emocional, vai ganhar auto-confiança, vai perceber que domina e pode escolher as suas próprias ações e reações, dando-lhe à vontade para lidar melhor com outros, ganhando uma nova perspetiva sobre as atuações dos outros – diminuindo sensações de ameaça, confronto ou desconforto.

Nos próximos artigos abordarei dois outros aspetos da Comunicação Consciente: Ouvir e Falar, não perca.