Mindfulness-3-razoes

Mindfulness: Três boas razões para começar

Artigo disponivel em: blog.zenklub.pt/mindfulness-tres-razoes-para-comecar/

Vivemos atarefados com os nossos afazeres e os dias voam. De manhã acordamos, já apressados com o banho, o pequeno-almoço, e apesar de ainda estarmos fisicamente em casa, a nossa cabeça já está no trânsito ou na reunião. A caminho do trabalho, estamos a pensar na agenda do dia, no cliente que vamos encontrar, no relatório que precisamos terminar. Ao chegar ao trabalho, lembramo-nos de uma resposta do nosso filho, ou do vizinho, e entretanto perdemos o foco na tarefa do momento. O dia corre a todo o gás e ao chegar a casa a nossa cabeça ainda não desligou do escritório ou já está a pensar no dia seguinte. Passam-se dias, semanas e meses assim, com o nosso corpo num lugar e a nossa cabeça noutro.

Sentimo-nos cansados, sobrecarregados, desconcentrados e muitas vezes não conseguimos entender muito bem porquê. O ritmo acelerou, sem que nos tivéssemos preparado para isso. Sentimos que cada vez mais precisamos de estar disponíveis, então mantemos o telemóvel sempre ligado. Sentimos que precisamos de estar constantemente actualizados, então consultamos e-mails e as redes sociais para estarmos ao corrente de tudo. Sentimos ao mesmo tempo que nada é tão certo e tão estável como antes: hoje estamos a trabalhar em determinadas condições, num determinado local e amanhã podemos mudar de emprego, de local de trabalho, podemos mudar os nossos relacionamentos ou pode mudar a nossa saúde. Estas incertezas criam uma certa ansiedade, por não podermos garantir nem controlar o que aparentemente assumimos como certo.

Esta nova realidade conduz-nos a níveis de ansiedade, stress e cargas emocionais para as quais não nascemos equipados para lidar.

Sabemos que cada um de nós reage de forma diferente. Por exemplo, uns sentem-se mais afetados a nível físico, através de contraturas, aumento dos níveis de colesterol, alterações na pressão arterial, etc. Outros mais a nível mental, sentindo-se mais distraídos, com falta de memória ou falta de criatividade. Normalmente os sintomas fazem-se sentir como uma combinação destas duas esferas do nosso bem-estar.

São vários os estudos conduzidos por investigadores reconhecidos, em que se comprova que a inclusão no nosso dia-a-dia, de hábitos e rotinas baseadas em Mindfulness, trazem-nos inúmeros benefícios.

Conheça, de uma forma resumida, três razões para incluir já hoje práticas de Mindfulness na sua vida:

– Melhorar a respiração e o batimento cardíaco: Exercícios diários de consciencialização do foco respiratório permitem uma maior oxigenação do sangue e resultam em melhorias de vários índices de performance cardiovascular.

– Melhorar o foco e a concentração: Exercícios diários, de 10 minutos, de atenção focada, permitem treinar a mente para estar presente e poder ser direcionada para as tarefa que queremos desempenhar, resultando em maior produtividade e redução de absentismo.

– Redução de stress e ansiedade: Treinando a mente para manter a sua atenção no momento presente (e não no futuro ou no passado), permite-nos viver mais conscientemente e com maior calma o momento presente. Deixe de se “stressar” com o futuro e de lamentar águas passadas.

Estas são apenas algumas das razões pelas quais lhe convido a iniciar a sua prática de Mindfulness em casa, no trabalho, e em todas as áreas da sua vida. Procure-me no Zenklub, terei todo o gosto em ensinar-lhe as ferramentas que precisa.


Florbela Silva

Sou consultora de Mindfulness e adoro o meu trabalho. Posso dar-lhe a conhecer novas ferramentas para que viva a sua vida no momento presente, aqui e agora.

Mindfulness em Davos

Artigo disponível em: https://www.cartacapital.com.br/economia/em-davos-executivos-meditam-em-busca-de-paz-interior

Em Davos, executivos meditam em busca de paz interior

por AFP — publicado 26/01/2018 00h30, última modificação 25/01/2018 18h44
Com yoga e ‘mindfulness’, participantes do Fórum Econômico Mundial fazem pausa em meio à agitação das discussões
Fabrice COFFRINI/AFP

Meditação no Fórum Econômico Mundial de Davos

Participantes buscam a iluminação em sessão de meditação no Fórum Econômico Mundial de Davos

Por Roland Lloyd Parry

De terno e gravata, ou trajes sociais, em busca da paz interior: antes de reuniões de negócios, Davos acalma a mente em sessões de meditação, num contexto de interesse crescente de empresas por essa prática.

Sentados de frente para os alpes nevados, os participantes do Fórum Econômico Mundial (WEF) se deixam guiar pela voz doce da mestre de meditação Jayanti Kirpalani. “A paz não está do lado de fora, está dentro de você”.

Os trajes escuros dos participantes contrastavam com a roupa clara da guia. A sessão de Kirpalani, membro do movimento Brahma Kumaris, escola de meditação indiana, marca uma pausa na agitação do fórum.

“Há dez anos era impensável que houvesse sessões de meditação matinal”, explicou à AFP Matthieu Ricard, monge budista francês que participa anualmente do encontro na estação de esqui.

“Agora que a meditação está na moda, é preciso garantir um mínimo de autenticidade”, alerta.

A saúde e o estresse no trabalho são um dos temas tratados nos diversos seminários do fórum.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que abriu oficialmente o fórum, foi à Suíça acompanhando de dois yoguis e elogiou, em seu discurso, a ayurveda, uma forma de medicina tradicional.

O monge budista Ricard quer se reunir com as gigantes tecnológicas, como a Google, que estimulam seus funcionários a praticar o “mindfulness”, ou plena consciência.

“Há um interesse muito forte, porque a as pessoas estão conscientes de que, nas empresas, há um problema crescente de desgaste profissional e uma piora das relações humanas”, explicou Ricard, trajando uma túnica laranja e roxa.

Segundo um estudo publicado pelo WEF, cerca de 320 milhões de pessoas no mundo sofrem com depressão.

Na Grã-Bretanha, o instituto Mindfulness Initiative considera que as questões de saúde mental geram, a cada ano, 70 milhões de dias de licença médica no trabalho.

Este instituto, criado em 2013,levou muitos políticos britânicos a descobrirem a prática. Desde então, outros países criaram centros de “mindfulness”.

A chamada “consciência plena” tem por objetivo a concentração unicamente no presente, no corpo, na mente e no entorno imediato, explica o centro francês da técnica.

No trabalho, ela beneficia a concentração e melhora o bem-estar, graças a pausas regeneradoras, que permitem se isolar de situações de estresse, de acordo com a instituição.

A prática, usada por grandes empresas como L’Oréal, Sanofi e Danone, ainda aumenta a flexibilidade psicológica e emocional e melhora as relações interpessoais no trabalho.

“É por isso que o mindfulness decolou no Vale do Silício, onde as pessoas querem estar no máximo de suas capacidades, mas ao mesmo tempo serem felizes”, explicou Jamie Bristow, diretor da Mindfulness Initiative, à AFP.

Em 2015, o Parlamento britânico publicou um relatório recomendando os programas de consciência plena, especialmente nas empresas.

E se Donald Trump quiser participar de uma sessão, durante sua passagem por Davos?

“É muito difícil gerir esse tipo de pessoa”, avaliou Ricard. “Eles são tão autocentrados que são incapazes de escutar”.

 

© Agence France-Presse