As decisões, as reacções, tudo passa para o piloto automático. Deixas de estar verdadeiramente em controlo da situação e, muitas vezes sem te aperceberes, é o teu estado emocional que começa a liderar o rumo das coisas.

Naquele momento parece inevitável. Há urgência, cansaço, ruído. A resposta surge quase sozinha, como se fosse a única possível. Só mais tarde, quando tudo abranda e olhas para trás, aparece aquela sensação familiar: outra vez.
Outra vez reagiste antes de parar. Outra vez disseste ou fizeste algo que não representa bem quem és quando estás inteiro.

O problema não é falta de capacidade. Nem falta de inteligência. É que, sob pressão, o corpo entra em modo de sobrevivência e a mente tenta apenas reduzir o desconforto do momento. E decisões tomadas para aliviar tensão raramente são decisões alinhadas com o que é mais importante a médio ou longo prazo.

É aí que muitas reacções se disfarçam de decisões. Porque a reacção também resolve coisas — resolve o imediato. Mas quase sempre deixa um rasto: mais explicações, mais justificações, mais desgaste. Um cansaço que não vem do trabalho em si, mas de ter de lidar com as consequências de não ter parado.

Parar, nestes momentos, não é fugir nem adiar. É criar espaço suficiente para perceber o que está activo dentro de nós antes de agir. A emoção, a narrativa que a mente constrói, o impulso para responder rápido. Não para eliminar isso, mas para não sermos governados por isso.

Quando esse espaço existe, mesmo que seja breve, a escolha muda. Não porque a situação seja mais fácil, mas porque estamos mais presentes. E essa presença muda a forma como decidimos, comunicamos e lideramos.

Para muitas pessoas, o verdadeiro trabalho não está em aprender novas formas de decidir, mas em aprender a reconhecer o momento exacto em que o piloto automático assume o comando — e escolher não decidir a partir daí.

E é precisamente esse espaço, entre o estímulo e a resposta, que muitas pessoas nunca aprenderam a criar.

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