Porque é que, quando estás a tomar banho, te surgem soluções que não apareceram durante o dia inteiro?

Em momentos com poucos estímulos e sem urgências a disputar atenção, o cérebro deixa de operar em modo defensivo e ganha margem para integrar informação. Não fica mais criativo. Fica menos comprimido.

No contexto profissional, sobretudo em funções de liderança, essa margem é rara. As decisões acumulam-se, a pressão mantém-se e a resposta rápida começa a substituir a escolha deliberada. A investigação em psicologia cognitiva mostra que, sob stress contínuo, recorremos mais a processos automáticos que simplificam o raciocínio. São eficazes para lidar com o imediato, mas são frágeis quando a decisão tem efeitos que se prolongam.

Revisões publicadas em revistas científicas como a Psychological Review, a Nature Reviews Neuroscience e a Frontiers in Psychology indicam que existem mais de duzentos vieses cognitivos documentados que interferem com o julgamento humano, muitos deles mais activos quando estamos cansados, pressionados ou emocionalmente envolvidos.

É isto que observo com frequência em líderes competentes e experientes: não falta capacidade, falta margem interna. Quando essa margem desaparece, as decisões passam a servir o agora, mesmo quando o custo só aparece mais tarde.

Foi a partir desta constatação que surgiu o RESET.

No dia 27 de Março, vou facilitar uma formação presencial de um dia para quem lidera equipas e toma decisões exigentes em contextos de pressão contínua. Não se trata de parar por parar, mas de criar espaço suficiente para escolher com clareza, em vez de reagir por automatismo.

A formação decorre em Viana do Castelo, no Hotel Flor do Sal.
Se fizer sentido para ti, partilho mais detalhes.

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