Hoje é o Dia Internacional da Mulher.
Há algo de que se fala pouco quando se fala de mulheres e liderança.
Muitas mulheres aprenderam desde cedo que precisam:
• cuidar dos outros
• assumir responsabilidades
• manter tudo a funcionar
• não falhar
• não pedir demasiado
Com o tempo isto transforma-se num padrão.
Listas de tarefas intermináveis.
Muitas responsabilidades.
Pouco espaço para si próprias.
Alguns números ajudam a perceber o contexto:
• As mulheres fazem cerca de 3 vezes mais trabalho doméstico e de cuidado não remunerado
• Reportam níveis mais elevados de burnout em vários estudos organizacionais
• Interrompem a carreira com mais frequência por responsabilidades familiares
(Fontes: OECD, UN Women, McKinsey)
Mas há também um lado invisível.
Muitas destas crenças começam ainda na infância.
A ideia de que precisamos ser responsáveis.
Que precisamos segurar tudo.
Que não podemos deixar cair nada.
E assim muitas mulheres vivem com a sensação de que têm tudo às suas costas.
Nas agendas há sempre espaço para os outros.
Mas raramente aparecemos como prioridade na nossa própria lista.
E mesmo quando tomamos consciência disto, surgem muitas vezes pequenas negociações internas:
“É só hoje.”
“Agora não dá.”
“Primeiro resolvo isto e depois cuido de mim.”
Ou a dificuldade em colocar limites.
Dizer que não.
Pedir ajuda.
Reconhecer que já chega.
Não é falta de vontade.
Muitas vezes são anos de condicionamento.
Mudar isto não acontece de um dia para o outro.
É um caminho.
É um treino.
Um treino que precisa de continuar.
E que precisa de ter espaço nas nossas vidas.
Aprender a parar.
Aprender a escutar o corpo.
Aprender a reconhecer limites.
Aprender a não carregar tudo sozinha.
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