Num estudo citado pela TED-Ed, investigadores descobriram algo surpreendente: o nivel de presenca e cuidado de uma mae altera literalmente a forma como o cerebro do filho responde ao stress — para o resto da vida.
Na prática, as crias que receberam mais presenca desenvolveram mais receptores de cortisol no cérebro. Por isso, conseguiram regular melhor a resposta ao stress.
Já as que receberam menos presenca tornaram-se mais reactivas.
Além disso, o mais surpreendente e que estas alteracoes epigenéticas — que nao mudam o codigo genetico, mas sim a forma como os genes se expressam — passaram para varias geracoes seguintes.
Um outro estudo, da Universidade de Concordia, reforça esta ideia. Ao acompanhar mais de 7.000 pessoas desde o nascimento, concluiu que o autocontrolo aos 10 anos e um dos maiores preditores de quem ocupa posicoes de lideranca na vida adulta.
Entao, o que e que estes dados nos dizem?
Algo simples: a forma como aprendemos a estar presentes e a regular o que sentimos nao comeca num curso de lideranca. Comeca em casa. Comeca com quem nos cria.
Contudo, há uma boa noticia. Segundo a mesma investigacao, o exercicio fisico e a meditacao conseguem reverter parte dos efeitos do stress cronico no cerebro. Ambos aumentam o hipocampo e melhoram a memoria e a regulacao emocional.
Ou seja, presenca nao e um conceito bonito. E uma competencia. E qualquer pessoa pode treina-la, em qualquer fase da vida.
Hoje e Dia da Mae.
Talvez seja um bom dia para reconhecer que muito do que somos — incluindo a forma como lideramos, escutamos e decidimos — comecou ali. No que nos foi dado. E tambem no que nao foi.