Há um modelo que gosto de aplicar na minha vida: o modelo RACI — não apenas nas equipas com quem trabalho, mas também na forma como organizo prioridades e decisões.
É simples:
R — Responsible, quem executa
A — Accountable, quem responde pelo resultado
C — Consulted, quem deve ser consultado
I — Informed, quem deve ser informado
Os líderes conhecem bem este modelo, e vivem rodeados de A’s.
São accountable por resultados, equipas, estratégia, cultura.
Mas há um A que começa, subtilmente, a ficar esquecido: O do estado interno.
A clareza com que decidem. A forma como regulam pressão. A qualidade da presença quando a tensão aumenta.
Continuam responsáveis por tudo à volta, mas deixam de assumir, com a mesma intenção, a responsabilidade pelo que se passa dentro.
E isso tem um custo.
Não imediato. Não dramático. Precisamente por isso é perigoso — é cumulativo. Vai-se adiando. Vai-se normalizando o cansaço, a irritação fora de proporção, as decisões mais estreitas do que gostaríamos. Até que, num momento menos esperado, a reação já não representa quem somos quando estamos inteiros.
O RESET trabalha exatamente esse ponto: reforçar a accountability interna.
E faltam três dias para fechar o early bird desta edição.
E sabemos também que, adiar também é uma decisão — que raramente é neutra.
Se fizer sentido assumir esse A também sobre ti, este é um bom momento para o fazer.