Antes da primeira palavra numa reunião importante, já comunicaste alguma coisa.
Sabes o quê?

Preparaste argumentos, dados, decisões. Pensaste na sequência lógica, antecipaste objeções, afinaste o que vais dizer. Entraste com clareza sobre o conteúdo.

O que raramente entra na preparação é o estado em que chegas.
A forma como pousas o computador, o ritmo com que inicias a conversa, o espaço — ou a falta dele — antes de responder. Tudo isso comunica antes da primeira frase estruturada.

Sob pressão contínua, é natural que o corpo esteja mais acelerado do que a intenção. A resposta surge mais rápida, a escuta fica mais estreita, a margem emocional encurta. Não se trata de falta de competência. É adaptação ao contexto.

O efeito é subtil, mas real. A tua equipa ajusta-se ao ambiente que sentiu nos primeiros segundos. Se percebe urgência, pode simplificar. Se percebe tensão, pode evitar confronto a todo o custo. Se percebe impaciência, pode entregar o mínimo necessário.

Depois perguntamo-nos porque é que a conversa não teve profundidade?

O World Economic Forum tem vindo a sublinhar a importância da mindful listening como competência central da liderança em contextos complexos. Não como técnica de comunicação, mas como capacidade de consciência sobre o próprio estado enquanto se interage.

Talvez a preparação para uma reunião não comece apenas no conteúdo.

Comece no reconhecimento de como estamos a chegar.

Porque a liderança não se joga apenas no que é dito. Joga-se no impacto que antecede as palavras. E isto, é um treino.

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R E S E T

 RESET

Para líderes que precisam de parar — antes de serem parados.


📅 27 de Março | 📍 Viana do Castelo

 

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